26/07/2015

20/07/2015

Não te aflijas
com meus versos.
Às vezes olham à frente.
outras mais atrás,
raros no presente.
São como espelho
virado do avesso.
De certo, apenas,
coração por endereço.

17/07/2015

janelas

A janela arrepia
meu sono,
traz o canto
das maritacas
e o amor matinal
do andar de cima.

A janela avisa
minha sina,
leva o sono
da madrugada
e o calor animal
da solidão menina.

14/07/2015

Adeus


Sabe a camisa amarela?
Aquela dorme abraçada
no fundo do armário.
Sabe a lingerie cor de rosa? 

Repousa, pobre esquecida
na gaveta do uso diário.
Sabe as noites molhadas?
Afogadas, vez por outra
riem do obtuário.
Envio portador de confiança:
entregue sem alarde
para abafar xeretança.

05/07/2015