02/04/2014
Incidente
Mergulhei no fogo
nadei de braçada
te naveguei
os temores
embalada na dor
tua alma dormia
submergi
para colher a flor
no vaso se perdeu.
27/03/2014
Saudades
A chuva me acorda
ainda escuro
Na fresta da memória
um olhar me sorri
vela meu sono
guardando, sei agora,
uma fotografia.
Abraço o travesseiro
volto a dormir.
ainda escuro
Na fresta da memória
um olhar me sorri
vela meu sono
guardando, sei agora,
uma fotografia.
Abraço o travesseiro
volto a dormir.
25/03/2014
22/03/2014
Narciso
Tira a venda
espelho
deixa o sol
queimar o olho
Usa o verbo
ser, estar
deixa o som
ferir o ouvido
Abra o peito
tranca
deixa o coração
bater depressa
sem pressa
Mastiga devagar
palavras
sinta o sabor
do vento
Abra os braços
respira
aprenda a prender
na falta do laço
Sonhando
Aninhada
quietinha no meu ombro,
a lua quase cheia, tímida,
me trouxe à casa.
Despidas de luz,
dormimos juntinhas,
compartilhar sonhos
quem sabe?
Sonhamos.
Dormi feito criança
agarrada aos raios dela
O sol invade
me acorda moleca
com vontade de
fazer arte
colorir o olhar.
quietinha no meu ombro,
a lua quase cheia, tímida,
me trouxe à casa.
Despidas de luz,
dormimos juntinhas,
compartilhar sonhos
quem sabe?
Sonhamos.
Dormi feito criança
agarrada aos raios dela
O sol invade
me acorda moleca
com vontade de
fazer arte
colorir o olhar.
12/03/2014
Desejo
Quando me beijar a nuca
domar
nas suas costas
vou trocar de avesso
Ao me diluir na sua boca
elixir
aperto o laço, devolvo
estrelas salpicadas de
suor
E quando parir rouco
gemido
louco
não se apaixone
tenho medo do seu amor.
11/03/2014
03/03/2014
Fez-se
Ela se fez bonita
no olhar miudinho
Nem importavam
seus versos cantados
sob janelas vizinhas
Ela se fez tão forte
no toque de carinho
Fazia dos seus
medos tardio sonho
Ela se fez triste
no braço do pinho
O canto lhe recusava
em rematado empenho
Ela se fez opaca
na voz em desatino
A alma lhe sorvia
cada ramo do ninho
Ela se fez ausente
no medo estranho
Ingênuo credo feria
agudo e feio espinho.
no olhar miudinho
Nem importavam
seus versos cantados
sob janelas vizinhas
Ela se fez tão forte
no toque de carinho
Fazia dos seus
medos tardio sonho
Ela se fez triste
no braço do pinho
O canto lhe recusava
em rematado empenho
Ela se fez opaca
na voz em desatino
A alma lhe sorvia
cada ramo do ninho
Ela se fez ausente
no medo estranho
Ingênuo credo feria
agudo e feio espinho.
18/02/2014
02/02/2014
ventanas
Daquela janela
não via a banda passar nada passava além do passado Naquela janela depositava versos de outras musas como fossem rosas Aquela janela era o seguro não se abria pra dentro nem se abria pra fora |
Assinar:
Postagens (Atom)





