(poema que fiz para DE, inspirada por um verso dela)
30/07/2011
sonhando
(poema que fiz para DE, inspirada por um verso dela)
24/07/2011
É cedo
a cor
21/07/2011
Cantiga
Vem me curar
Traz logo o remédio
Pra esta falta de amor,
Preciso cuidado.
Vem me animar
Um pouco de sabor
De cor e de cheiro,
Preciso beber.
Vem me ninar
Um abraço largo
um colo macio,
preciso descansar.
Vem me curar
Vem me animar
Vem me ninar
Vem me buscar.
19/07/2011
conversa de botequim
Dominando o violão, soltando a voz sem travas, passeando e cruzando o olhar, parecia muito à vontade, solto no repertório cuidadoso, bem escolhido. MPB da melhor qualidade e composições próprias que também evoluíram, na melodia e nos temas.
Botequim com espaço cultural, acolhedor, fez o cenário perfeito para a reunião de fãs e amigos. Bati palmas com vontade.. e nem sou turista.
24/02/2011

Acabei de ler, de um fôlego, Minha Mãe Se Matou sem Dizer Adeus. Alí encontrei o Evandro diferente das outras letras publicadas; encontrei o magrelo que a amizade o o amor o resgatam do mau humor e sarcasmo e que, diferente do que disse na dedicatória, agora aprende a sentir, somente só
Delícia o livro que não por acaso foi eleito pela APCA como o melhor romance de 2010.
22/02/2011
Confissão
18/08/2010
Salve, poetinha
“A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. “Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.” (Vinícius de Moraes)
03/05/2010
Um lembrete
.... o mesmo vale para a poesia... não?
15/01/2010
Luto
A morte de Zilda Arns, em plena função humanitária, trabalhando pelas
crianças miseráveis de um Haiti também miserável, causou em mim uma
tristeza profunda. Daquelas quando se perde um ente querido e muito
próximo.
Talvez pela figura da mulher septuagenária, muito distante da vozinha
tricoteira, mas curiosamente familiar. Ou, quem sabe, por seu uma figura
que faz ter fé na Humanidade.
Só sei que o Brasil - tão castigado por figuras que não apenas são
dispensáveis, mas execráveis - fica muito mais pobre.
Quebrei a regra do jornalismo, chorei!
03/11/2009
Simples assim
nem difícil.
É criar um riso novo,
estar cheio de graça,
viver as teclas da máquina,
dormir no meio da praça.
A coisa não é fácil,
nem difícil.
É ter um violão na sala,
plantar avencas no quintal,
deixar o coração pendurado,
estender roupas no varal.
A coisa não é fácil,
nem difícil.
É assim, é assado,
cheio de temperanças,
pulsações, esperanças,
plurais fora do lugar.
(1981, para o show Coração de Varal)